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Supremo Tribunal Federal Investiga Uso de Fundos Públicos em Filme sobre Bolsonaro

Por Vanguarda Diário – Redator 3 min de leitura
Supremo Tribunal Federal Investiga Uso de Fundos Públicos em Filme sobre Bolsonaro
Foto: riotimesonline.com

O Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Flávio Dino, iniciou uma investigação preliminar em 15 de maio para apurar o direcionamento de emendas parlamentares a organizações sem fins lucrativos ligadas à produção do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. As entidades investigadas, Instituto Conhecer Brasil e Academia Nacional de Cultura, estão conectadas à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme. Entre os deputados mencionados na investigação estão Mário Frias (PL-SP), que destinou R$2 milhões, Marcos Pollon (PL-MS) com R$1 milhão, e Bia Kicis (PL-DF). O STF já requisitou à Câmara dos Deputados os endereços de Frias, que não foi localizado para prestar esclarecimentos. A investigação surge após a divulgação de áudios que mostram Flávio Bolsonaro solicitando recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção do filme, contradizendo suas declarações anteriores de que não houve uso de dinheiro público. O artigo 165 da Constituição Brasileira exige que as emendas sejam utilizadas para a entrega de bens e serviços efetivos à sociedade, e o desvio de finalidade pode configurar violação constitucional. A situação se complica para Flávio Bolsonaro, que busca se posicionar como candidato à presidência em 2026, enquanto a investigação pode impactar sua candidatura. A análise das emendas e a conexão com o financiamento privado levantam questões sobre a transparência e a legalidade do uso de recursos públicos no contexto da produção cinematográfica.

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