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Itaú Unibanco registra lucro de R$12,3 bilhões no 1º trimestre de 2026

Por Vanguarda Diário – Redator 4 min de leitura
Itaú Unibanco registra lucro de R$12,3 bilhões no 1º trimestre de 2026
Foto: riotimesonline.com

O Itaú Unibanco, maior banco da América Latina em valor de mercado, anunciou um lucro líquido recorrente de R$12,282 bilhões (aproximadamente US$2,43 bilhões) para o primeiro trimestre de 2026, um aumento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) consolidado foi de 24,8%, enquanto a operação no Brasil alcançou 26,4%. O resultado superou a expectativa do mercado, que previa um lucro de R$12,191 bilhões, embora tenha ficado ligeiramente abaixo da média de R$12,5 bilhões estimada por analistas. A carteira de crédito do banco atingiu R$1,48 trilhões, com a taxa de inadimplência acima de 90 dias estável em 1,9%. O CEO Milton Maluhy Filho destacou a necessidade de "cautela e disciplina no crédito" ao iniciar 2026. O lucro de R$12,282 bilhões representa uma queda de 0,3% em relação ao quarto trimestre de 2025, marcando a segunda queda trimestral consecutiva. A receita líquida de juros gerencial foi de R$32,3 bilhões, com um crescimento de 4% em relação ao ano anterior. O banco também revelou que possui mais de 1.300 modelos de inteligência artificial em operação, o que contribui para a eficiência operacional. O crescimento da carteira de crédito foi de 9% em moeda constante, impulsionado por financiamentos corporativos de programas governamentais e linhas de crédito para o varejo. O Itaú se destaca em comparação com o Santander Brasil, que apresentou um ROE de 16% no mesmo período, evidenciando uma diferença de 10,4 pontos percentuais. O Bradesco, que divulgará seus resultados em 6 de maio, é esperado para apresentar um ROE entre 14% e 15%. A relação de eficiência do Itaú foi de 34,9%, a melhor já registrada para um primeiro trimestre, refletindo os investimentos em tecnologia e otimização de agências. O banco mantém um capital confortável, com um índice CET1 de 12% ao final de março. O cenário econômico atual, com a Selic em 14,50%, apresenta desafios, especialmente para a receita de tesouraria, que sofreu uma compressão de 11,2% em relação ao ano anterior.

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