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Estudo revela custo e eficácia do diagnóstico precoce de HIV em recém-nascidos na África

Por Vanguarda Diário – Redator 3 min de leitura
Estudo revela custo e eficácia do diagnóstico precoce de HIV em recém-nascidos na África
Foto: journals.plos.org

Um estudo realizado em 28 unidades de saúde em Moçambique e Tanzânia entre outubro de 2019 e setembro de 2021 avaliou a eficácia e os custos do diagnóstico precoce de HIV em recém-nascidos. A pesquisa focou na implementação do diagnóstico no momento do nascimento, conhecido como diagnóstico muito precoce de HIV (VEID), em comparação com o método padrão que realiza testes entre 4 e 8 semanas após o nascimento. Os resultados mostraram que o VEID aumentou a proporção de recém-nascidos iniciando o tratamento antirretroviral (ART) dentro da primeira semana de vida em 90% em Moçambique, com um custo adicional de $2,632 por bebê, e em 59.9% na Tanzânia, com um custo de $6,263 por bebê. O custo-efetividade do VEID foi avaliado com base na iniciação do ART, apresentando razões de custo-efetividade incremental (ICER) de $2,924 em Moçambique e $10,458 na Tanzânia. Embora o VEID tenha demonstrado um aumento significativo na iniciação precoce do tratamento, os pesquisadores alertaram que, com os custos atuais, a abordagem pode não ser considerada custo-efetiva em relação aos padrões estabelecidos. A análise sugere que o VEID precisaria resultar em 6 a 32 anos de vida ganhos por cada início de ART precoce para ser viável economicamente. O estudo destaca a importância de considerar a implementação de diagnósticos no nascimento para melhorar os resultados de saúde em populações vulneráveis.

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