Bradesco registra lucro de R$6,81 bilhões no 1º trimestre de 2026, superando expectativas
O Bradesco anunciou um lucro líquido recorrente de R$6,81 bilhões no primeiro trimestre de 2026, representando um aumento de 16,1% em relação ao ano anterior e de 4,5% em comparação ao trimestre anterior. O resultado superou as estimativas de mercado, que esperavam um lucro de R$6,62 bilhões, segundo dados da CVM. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) alcançou 15,8%, superando a expectativa de 15,2% dos analistas e marcando o nono trimestre consecutivo de crescimento de lucros sob a liderança do CEO Marcelo Noronha. O portfólio de crédito do banco atingiu R$1,09 trilhões, com inadimplência acima de 90 dias em 4,2%. A receita total foi de R$36,9 bilhões, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior, com a receita líquida de juros (NII) totalizando R$20,05 bilhões, alta de 16,4%. A margem de NII do mercado também apresentou um desempenho positivo, alcançando R$553 milhões, em contraste com a margem negativa de R$771 milhões do Santander Brasil. A Bradesco Saúde, subsidiária de saúde do banco, reportou um lucro de R$1,3 bilhão em seu primeiro trimestre como empresa independente, o que foi considerado um passo histórico para a valorização do setor de saúde. A expectativa é que, se o mercado começar a atribuir um múltiplo separado para a Bradesco Saúde, isso possa aumentar significativamente o valor total da empresa. Os ADRs do Bradesco subiram 3,37% nas negociações após o fechamento do mercado em Nova York, refletindo a superação das expectativas e a narrativa de valorização da Bradesco Saúde. A conferência de resultados, marcada para o dia 7 de maio, deve abordar tendências de qualidade de crédito e a estratégia da Bradesco Saúde.